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Bioma Caatinga

A Caatinga é o único bioma exclusivo do Brasil!

 

Seu patrimônio biológico não é encontrado em nenhuma outra região do mundo.

 

Corresponde a cerca de 11% do território nacional, ocupando uma área entre 800 mil e 900 mil km².

 

Abrange os estados do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Maranhão e faixa norte de Minas Gerais.

 

Figura 01. Localização do Bioma Caatinga. Fonte: Cerratinga, acesso em novembro de 2021.

 

A Caatinga possui dois períodos: o chuvoso e a seca.

 

Durante a estação seca, a maioria das plantas perdem as folhas, prevalecendo a aparência clara e esbranquiçada dos troncos das árvores. Porém, no período chuvoso a paisagem muda para variados tons de verde.

 

Figura 02. Caatinga Seca. Fonte: Associação Caatinga, acesso em novembro de 2021.
Figura 03. Caatinga verde. Fonte: Associação Caatinga, acesso em novembro de 2021.

 

As chuvas são abundantes e irregulares, concentradas  nos meses de janeiro a maio. Já o período seco ocorre de 7 a 9 meses, entre junho e dezembro.

 

Por causa da variedade dos solos e do relevo, é possível encontrar na Caatinga uma diversidade de paisagens e vegetações.

 

A  flora apresenta uma estrutura resistente e adaptada às condições áridas, por isso são chamadas xerófilas, ou seja, adaptadas ao clima seco e à pouca quantidade de água.

 

Sua vegetação é formada por três estratos: o arbóreo, com árvores de 8 a 12 metros de altura; o arbustivo, com vegetação de 2 a 5 metros; e o herbáceo, abaixo de 2 metros.

 

De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, 932 espécies vegetais ocupam os solos da Caatinga, das quais 318 são endêmicas, sendo as bromélias e os cactos as principais famílias de plantas da região.

 

As singularidades da Caatinga resultam em uma fauna diversa composta por mais de 800 espécies animais. Já foram registradas 148 espécies de mamíferos, 510 de aves, 154 de répteis e anfíbios e 240 de peixes.

 

Os rios da Caatinga são classificados como intermitentes, ou seja, secam durante o período de seca, ocorrendo apenas durante o período das chuvas.

 

Os rios perenes, aqueles que permanecem com água corrente o ano todo, são menos frequentes. Os mais conhecidos são o rio São Francisco e Parnaíba.

 

A Caatinga é um dos biomas mais degradados do país, concentrando mais de 60% das áreas susceptíveis à desertificação.

 

Esta região vem sofrendo com a ausência de práticas de manejo do solo, com a monocultura e pecuária extensiva, além de inúmeras queimadas.

 

As principais causas de desmatamento estão associadas à extração de mata nativa para a produção de lenha e carvão vegetal.

 

Tal impacto é sentido na fertilidade do solo, na extinção de espécies da fauna e flora e, consequentemente, na piora da qualidade de vida da população. Essas práticas já levaram à devastação de 45% deste bioma.

 

Apenas 7,8 % do território da Caatinga está protegido por Unidades de Conservação, sendo que somente 1,3% da área é coberto por unidades de proteção integral.

 

A solução encontrada tem sido o estabelecimento e a manutenção de parcerias privadas como as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), as quais correspondem a 35,6% das Unidades de Conservação na Caatinga.

Tais reservas visam à conservação da diversidade biológica, possibilitando o desenvolvimento de pesquisas científicas e visitação turística.

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